Durante a transmissão do debate presidencial da Band, neste domingo (18), o Google, em parceria com a emissora, mostrou que os termos "filho do Lula", "134 milhões filme Bolsonaro", "Milei" e "presos podem votar" estavam entre os assuntos em alta nas buscas sobre política no Brasil nas últimas quatro horas. Já entre as perguntas mais pesquisadas na plataforma na última hora estavam "Quem é Roberta Luchsinger?", "O MEI foi criado em qual governo?", "Quem criou o SUS?", "Quantas armas foram criadas no governo Bolsonaro?", "O que é um miliciano?" e "Como está a economia da Argentina?". A busca por "filho do Lula" está relacionada a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e à sua proximidade com a empresária e lobista Roberta Luchsinger. Em entrevista à CNN Brasil no sábado (17), ela afirmou que pretende colaborar com as investigações e não poupará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem seu filho. Ambos são investigados em inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) que apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência. As defesas negam irregularidades. O termo "134 milhões filme Bolsonaro" faz referência à informação de que Flávio Bolsonaro (PL) teria solicitado R$ 134 milhões ao empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme "Dark Horse", relacionado à trajetória política de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O episódio também foi mencionado durante o debate. Já o presidente argentino Javier Milei foi citado por Lula durante o debate para criticar Flávio Bolsonaro, que apoia o governo do país vizinho. O petista afirmou que a Argentina enfrenta dificuldades econômicas e associou as propostas do adversário às políticas adotadas pelo presidente argentino. A expressão "presos podem votar" ganhou destaque após Flávio afirmar que presos votaram em Lula. O petista reagiu com a frase "até o teu pai", em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados à trama golpista. Pela Constituição, pessoas presas provisoriamente, sem condenação criminal definitiva, mantêm o direito ao voto. Já aquelas com condenação transitada em julgado têm os direitos políticos suspensos enquanto durarem os efeitos da condenação. Entre as perguntas mais pesquisadas na última hora, uma delas foi "Quem é Roberta Luchsinger?". A empresária é próxima de Lulinha e investigada no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ela confirmou ter apresentado o filho do presidente a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", mas negou ter participado de negócios entre os dois. Outra dúvida foi "O MEI foi criado em qual governo?". O Microempreendedor Individual (MEI) foi instituído em 2008, durante o segundo mandato de Lula, por meio da Lei Complementar nº 128, e entrou em vigor em 2009. O regime permite a formalização de pequenos empreendedores, com pagamento simplificado de tributos. Sobre "Quem criou o SUS?", o Sistema Único de Saúde foi estabelecido pela Constituição de 1988, durante o governo José Sarney, como resultado do movimento pela reforma sanitária. Sua organização foi regulamentada pela Lei nº 8.080, de 1990, durante o governo Fernando Collor. A pergunta "Quantas armas foram criadas no governo Bolsonaro?" também apareceu entre as mais buscadas. Durante o mandato de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022, houve flexibilização das regras de acesso a armas de fogo. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), foram registradas 554.875 novas armas nos sistemas federais apenas entre 2020 e 2021. O número não representa o total dos quatro anos de governo. Já a pergunta "O que é um miliciano?" se refere aos integrantes de milícias, grupos armados que exercem controle ilegal sobre territórios e atividades econômicas. No Brasil, essas organizações frequentemente contam com a participação de agentes ou ex-agentes de segurança pública e atuam em atividades como extorsão de moradores e exploração clandestina de serviços. Por fim, a pergunta "Como está a economia da Argentina?" está relacionada à situação econômica do país sob o governo de Javier Milei. A administração argentina adotou medidas de ajuste fiscal e reformas econômicas como modelo para enfrentar a inflação e reorganizar as contas públicas do país. No entanto, segundo o instituto oficial de estatísticas do país (Indec), 32,3% da população dos principais centros urbanos ainda vivia abaixo da linha da pobreza no primeiro semestre de 2026.
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