O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou um avanço em agosto, superando as projeções do mercado e mostrando um impulso da indústria. Apesar desse resultado positivo isolado, os recuos observados nos meses de junho e julho criam um efeito acumulado que pesa sobre o trimestre. A dinâmica de recuperação pontual da indústria não se traduz em um impulso robusto para o período completo, mantendo a expectativa de um desempenho fraco no PIB consolidado do terceiro trimestre. A fraqueza econômica geral, sinalizada por um PIB trimestral em recuo, tende a manter a pressão sobre o câmbio e a taxa de juros, influenciando a política monetária do Banco Central. Em 2014, houve um período em que indicadores mensais positivos da indústria não foram suficientes para reverter a tendência de desaceleração do PIB trimestral, evidenciando a importância da análise consolidada. O principal gatilho a monitorar é a divulgação oficial do PIB do terceiro trimestre, prevista para o final de novembro. O desfecho dependerá da resiliência de outros setores além da indústria e da capacidade de sustentação do crescimento industrial nos próximos meses, que ainda não está garantida.
A decisão do Copom em 04/11 sobre a taxa Selic e o relatório de emprego dos EUA (payroll) em 06/11 influenciarão o cenário macroeconômico global e doméstico. A divulgação do PIB consolidado do terceiro trimestre, prevista para o final de novembro, será o dado definitivo que confirmará a magnitude da desaceleração econômica.
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