A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 oscilou de 14,06% para 14,055% no início dos negócios, acompanhando a ligeira alta dos Treasuries americanos. Este movimento ocorre em um dia de liquidez reduzida no mercado doméstico, influenciado pelo jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Observa-se um ajuste de posições após a queda expressiva nas taxas na semana passada, quando o mercado precificou um cenário mais otimista. A correlação com os títulos do Tesouro dos EUA indica a influência do cenário macro global sobre as expectativas de juros no Brasil. Historicamente, movimentos de realinhamento global de taxas de juros, como o 'Taper Tantrum' de 2013, levaram a volatilidade significativa e rotação de portfólio. O próximo gatilho a monitorar são os dados de inflação e emprego dos EUA, que podem reforçar ou reverter a tendência dos Treasuries. No médio prazo, a persistência de juros globais elevados pode pressionar o custo de capital e o desempenho de ativos de risco no Brasil.
Os DIs futuros devem manter a volatilidade nas próximas 1-2 semanas, com o contrato de 2027 podendo testar 14.20-14.30% se os Treasuries continuarem a subir. Gatilhos de curto prazo incluem a divulgação de dados de inflação e emprego dos EUA, bem como declarações de membros do Fed e do Banco Central do Brasil.
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