O Conselheiro Econômico da Índia propôs que o governo considere reverter a política de mistura de combustíveis, retornando ao E10 (10% de etanol) em vez do E20 (20% de etanol), que se tornou o único combustível disponível em abril passado. A principal justificativa para esta sugestão é a preocupação com o potencial dano à vasta frota de veículos mais antigos e motocicletas do país. A mudança para E20 foi implementada com o objetivo de reduzir a dependência da Índia de importações de petróleo bruto e diminuir os níveis de poluição. Uma eventual reversão para o E10 aumentaria a demanda por petróleo importado e, consequentemente, reduziria a demanda por etanol, alterando o equilíbrio global de oferta e demanda de ambas as commodities. Para o investidor brasileiro, uma menor demanda global por etanol pode pressionar os preços, afetando negativamente empresas como a Raízen, enquanto o aumento dos preços do petróleo Brent favoreceria a Petrobras. Historicamente, a introdução do E15 nos EUA em 2011 também gerou debates sobre a compatibilidade veicular, resultando em adoção gradual e restrições para veículos mais antigos. O próximo gatilho será a decisão oficial do governo indiano sobre esta política, sem data definida, mas com discussões em andamento. No médio prazo, esta recalibração pode sinalizar uma reavaliação global das metas de energia verde frente aos desafios sociais e econômicos em mercados emergentes.
Nas próximas 4-8 semanas, o mercado monitorará declarações oficiais do governo indiano sobre a política de combustíveis. Se a reversão para E10 for confirmada, espera-se que o Brent teste a resistência de $92-95, enquanto as ações de produtores de etanol como RAIZ4 podem sofrer quedas de 5-10%.
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