Os preços do petróleo Brent, referência internacional, avançaram em mais de US$ 2, atingindo US$ 110,85 o barril na quarta-feira, aproximando-se do maior nível em cinco meses. Essa alta ocorre em meio a crescentes ataques a navios-tanque no Estreito de Ormuz e ao impasse nas negociações para encerrar o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã afirmou que dois navios-tanque foram incendiados após atingir minas em um ponto de passagem no estreito. Posteriormente, o IRGC alegou ter atingido mais sete navios-tanque, embora Washington tenha contestado essa afirmação. A escalada geopolítica coincide com as reservas estratégicas globais de petróleo em seus patamares mais baixos em décadas, já bastante utilizadas desde o início do conflito em fevereiro. A Agência Internacional de Energia (IEA), que coordena a maioria dessas reservas e exige que seus membros mantenham ao menos 90 dias de importações líquidas, liberou 400 milhões de barris em março. Desse total, os EUA prometeram 172,2 milhões de barris de sua Reserva Estratégica de Petróleo (SPR) e o Japão, 79,8 milhões. A SPR dos EUA caiu para 283 milhões de barris, o menor nível desde outubro de 1982, de acordo com o Departamento de Energia dos EUA. Aaron Kildow, analista sênior de petróleo da Sparta Commodities, estima que as reservas estratégicas globais utilizáveis, excluindo as da China e do Golfo, são de aproximadamente 400 milhões de barris, com a Europa detendo cerca de 76 milhões de barris não comprometidos.
Os próximos relatórios da Agência Internacional de Energia (IEA) sobre o status das reservas estratégicas e a capacidade de resposta global a choques de oferta serão cruciais. Acompanhar as declarações de potências globais sobre o conflito e quaisquer movimentos em direção a um cessar-fogo será fundamental para determinar a trajetória dos preços do petróleo.
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