Swaps de moedas crescem em ambiente de crise, mas podem gerar dependência

A ferramenta de rastreamento de swaps de moedas elaborada pelo Council on Foreign Relations (CFR) indica que, diante dos choques econômicos e geopolíticos recentes, países de diversas regiões têm firmado novas linhas de swap bilaterais. Desde 2009, a China assinou acordos com mais de 40 contrapartes, mantendo linhas em aberto que somam mais de US$ 24 bilhões em países como Malásia, Turquia, Paquistão, Egito, Mongólia, Sri Lanka, Nigéria e Laos. A intenção declarada, segundo o CFR, é apoiar comércio e investimento e promover o uso internacional do Renminbi (RMB). Nos Estados Unidos, o Tesouro estendeu uma linha de swap de US$ 20 bilhões ao banco central da Argentina, enquanto o Ministério das Finanças do Japão mantém linhas com vários bancos centrais da Ásia. Os swaps permitem que um banco central troque sua moeda por moeda estrangeira e a repasse a bancos domésticos, mas há risco de inadimplência, o que torna esses acordos um sinal de confiança política.

Análise

A definição do desfecho dependerá da execução dos contratos de swap nos próximos meses, especialmente a data de vencimento e reembolso acordada entre as partes, bem como a publicação de relatórios de compliance dos bancos centrais envolvidos, que costumam ser divulgados trimestralmente.

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