Um snapshot da Galaxy em 7 de agosto do Aave V3 Core identificou que, entre 19.073 empréstimos filtrados, menos de 9% das posições, utilizando o modo E-mode, respondem por aproximadamente metade da dívida total da plataforma. Essa concentração de dívida, com Loan-to-Value (LTV) próximo a 90%, está ligada a trades de correlação com Ethereum (ETH), criando um risco sistêmico para o protocolo. Uma desvalorização acentuada do ETH poderia desencadear liquidações em cascata, impactando a solvência de Aave e a estabilidade do mercado DeFi como um todo. A vulnerabilidade do token AAVE e do ecossistema Ethereum aumenta, potencialmente desestabilizando outras plataformas DeFi interconectadas. Investidores brasileiros com exposição a criptoativos via ETFs como HASH11 enfrentam maior risco de volatilidade. Este cenário é análogo ao 'Black Thursday' de março de 2020 no MakerDAO, onde uma queda do ETH levou a liquidações massivas. Monitorar a volatilidade do ETH e a saúde dos mercados de liquidação será crucial, com Aave podendo implementar medidas de mitigação no médio prazo.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado deve monitorar de perto a volatilidade do Ethereum e a saúde dos mercados de liquidação em Aave V3. Uma queda súbita do ETH, especialmente se aproximar de níveis críticos de suporte, poderia ser o gatilho para liquidações significativas, testando a resiliência do protocolo e do token AAVE. Aave pode ser pressionado a anunciar medidas de mitigação para tranquilizar o mercado.
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