O BTG Pactual revisou sua projeção para a Selic, agora esperando a taxa em 13,75% ao final de 2026, incorporando dois cortes adicionais de 0,25 ponto percentual no segundo semestre. A expectativa de juros mais baixos reduz o custo de capital e o endividamento para empresas, estimulando o consumo e o investimento ao diminuir o custo do crédito. Ativos de maior risco, como ações de varejo (MGLU3, LREN3) e construção (CYRE3, MRVE3), tendem a se valorizar, enquanto a renda fixa (títulos indexados ao CDI) perde atratividade relativa. A queda da Selic pode depreciar o BRL (USDBRL ↑) em relação ao dólar, beneficiando exportadores e pressionando importadores e o Ibovespa (BOVA11) via fluxo de capital para risco. A mudança de perspectiva de um banco de investimento relevante como o BTG Pactual sinaliza um possível consenso de mercado em formação, podendo influenciar outras casas e o próprio Copom. Em 2016-2018, o ciclo de cortes da Selic de 14,25% para 6,5% impulsionou o Ibovespa em mais de 50%, beneficiando setores cíclicos. A próxima reunião do Copom e a divulgação de dados de inflação (IPCA) e atividade econômica serão cruciais para confirmar essa trajetória e balizar novas projeções. No médio prazo, a continuidade dos cortes dependerá da ancoragem das expectativas inflacionárias e da estabilidade fiscal, com riscos de reversão caso esses fatores se deteriorem.
Nas próximas 4-8 semanas, se o Copom sinalizar os cortes esperados e os dados de inflação se mantiverem benignos, o Ibovespa (BOVA11, atualmente em 171.126 pontos) poderá buscar a faixa dos 175.000-178.000 pontos. No médio prazo, a continuidade dos cortes até o final de 2026, conforme o BTG, deve sustentar um ambiente favorável para ativos de risco, especialmente varejo e construção.
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