O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou publicamente a aniquilação do Irã e mencionou "ao vencedor, os despojos" sobre o petróleo da Venezuela, em discurso na Assembleia Geral da ONU, enquanto a guerra do Irã se aproxima do oitavo mês. Essa retórica beligerante intensifica o prêmio de risco geopolítico, elevando a percepção de interrupção na oferta global de petróleo e impulsionando a demanda por ativos de defesa. Similarmente, a crise do petróleo de 1973, com o embargo da OPEP, elevou os preços do petróleo em mais de 300% em seis meses, desencadeando recessão e inflação global. O próximo gatilho será a evolução do conflito no Irã e novas declarações sobre sanções ou intervenções militares por parte dos EUA nas próximas semanas. No médio prazo, a persistência da escalada geopolítica mantém a volatilidade nos mercados de energia e a demanda por segurança, podendo levar a uma reconfiguração das cadeias de suprimentos globais.
Nas próximas 2-4 semanas, a volatilidade no mercado de petróleo (Brent) deve permanecer elevada, com viés de alta, podendo atingir US$100-105/barril se a escalada retórica persistir. O principal gatilho de curto prazo será qualquer nova declaração do governo dos EUA sobre o conflito no Irã ou sanções a produtores de petróleo, ou a ausência de tais declarações, que poderia trazer um alívio temporário. Investidores devem monitorar de perto as declarações oficiais e os desdobramentos diplomáticos.
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