As ações de mercados emergentes subiram, lideradas por um forte rali em fabricantes de chips asiáticos como TSM e 000660.KS. Este movimento foi impulsionado por resultados financeiros positivos de empresas de infraestrutura de Inteligência Artificial, que reacenderam o apetite por ações de tecnologia e a expectativa de demanda por semicondutores. Consequentemente, ativos como NVDA e ASML, fundamentais na cadeia de valor da IA, também se beneficiaram, enquanto ETFs de mercados emergentes como EWZ e FXI registraram ganhos. Para o investidor brasileiro, o otimismo global com a tecnologia e o fluxo para EMs podem gerar um efeito cascata positivo no IBOV, embora o USDBRL ($5.1716) permaneça volátil devido à expectativa do CPI. Um paralelo histórico pode ser traçado com meados de 2021, quando resultados fortes da TSMC e Nvidia impulsionaram o setor de semicondutores, levando o ETF SMH a uma alta de 20% no trimestre e impulsionando o índice MSCI Emerging Markets em 8%. O próximo gatilho a monitorar é a publicação dos dados de inflação (CPI) dos EUA, que pode redefinir as expectativas de juros e o direcionamento do dólar; no médio prazo, a sustentabilidade do rally em EMs e tech dependerá da resiliência dos lucros e da trajetória da política monetária global.
Nos próximos 2-3 dias, o foco estará no CPI dos EUA. Se o dado vier abaixo das expectativas, o dólar ($99.85) deve enfraquecer, impulsionando ainda mais os mercados emergentes e a tecnologia, com TSM e NVDA buscando novas máximas. Um CPI elevado, contudo, pode reverter o otimismo e levar a uma correção tática de 3-5% nesses ativos.
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