O ex-presidente do Federal Reserve de Dallas afirmou que o mercado de títulos está excessivamente agressivo ao precificar futuras altas de juros pelo Federal Reserve. Essa visão sugere que as expectativas de aperto monetário podem estar descalibradas em relação à trajetória real da política do Fed. O mecanismo econômico principal é a influência das expectativas de juros sobre as curvas de rendimento e o custo de capital, afetando valuations de ativos. Para o investidor brasileiro, um Fed menos agressivo poderia aliviar a pressão sobre o Real (USDBRL) e permitir maior flexibilidade para o Banco Central do Brasil na política da Selic, favorecendo o IBOV. Em 2018, o mercado também precificou agressivamente altas do Fed que foram posteriormente suavizadas, resultando em um rally de equities no início de 2019. O próximo relatório de inflação (CPI) e as comunicações do FOMC serão gatilhos cruciais para validar ou refutar essa tese. No médio prazo, se a inflação ceder, o Fed poderá adotar uma postura mais dovish, impulsionando ativos de risco globalmente.
Nas próximas 4-6 semanas, o foco estará nos dados de inflação (CPI de outubro) e nas comunicações do FOMC. Se o CPI vier abaixo do esperado, ou se houver um tom mais dovish nas falas do Fed, o mercado de títulos pode reagir com queda nos rendimentos, impulsionando o TLT e ativos de crescimento. O BTC pode testar a resistência de US$ 85.000 a US$ 88.000. Um payroll (NFP) fraco em 2 de outubro também seria um gatilho para a tese dovish.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real