O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (22) que a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, Instagram e Facebook, apresente em até 24 horas um relatório com informações detalhados sobre o canal de mensagens "Exército do Lula". O ministro fez o pedido de informações após a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, apontar a suspeita de que o canal, administrado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), esteja sendo usado para coordenar ações políticas em outras redes sociais, além de descumprir o acordo de cooperação firmado entre as plataformas e a corte eleitoral. Lula e Flávio assinam termo com autorização de abertura de sigilos PGE diz que Meta descumpriu determinações sobre Lula e Flávio Eleitores com mais de 70 anos crescem 15,8% e ganham destaque na disputa A equipe jurídica de Flávio alegou que Janones daria ordens no grupo para que os usuários atuassem em outras plataformas, como a elevação de hashtags no X e pesquisas de termos no Google como "Bolsonaro mandou matar Lula" para interferir artificialmente nos indicadores de interesse das plataformas. Ao analisar o pedido, Nunes Marques determinou que a Meta envie um relatório técnico indicando a metodologia, os critérios, resultados e limitações que contemple, entre outras coisas, uma identificação de comportamento coordenado. Segundo o ministro, a empresa deverá realizar uma "avaliação da existência de padrões de atuação coordenada" e explicar quais são os parâmetros técnicos utilizadas para diferenciar uma "mobilização legítima" de um "comportamento coordenado potencialmente irregular". Além da Meta, Google e X também deverão, no mesmo prazo, informar se identificaram "amplificação coordenada dos termos e hashtags indicados" e quais são as políticas aplicáveis e medidas que foram adotadas. Após a manifestação das plataformas, a Procuradoria-Geral Eleitoral também terá o mesmo prazo para se manifestar. Perfil do canal Exército do Lula, criado por André Janones em apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva Reprodução/WhatsApp
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