Foto: Patas do Cerrado Onças-pintadas, lobos-guará, antas e outras espécies silvestres estão entre os animais registrados por trabalhadores rurais durante suas atividades em fazendas do Centro-Oeste. Desde 2024, o projeto Patas do Cerrado, desenvolvido pelo Grupo Bom Jesus, já contabilizou mais de 1,8 mil registros de fauna em propriedades da região. A iniciativa envolve colaboradores de 25 unidades agrícolas, responsáveis por fotografar animais encontrados durante a rotina no campo. Além dos avistamentos, os profissionais registram pegadas e outros vestígios que indicam a presença de animais silvestres. Entre os animais identificados estão onças-pintadas, lobos-guará, emas, antas, capivaras, quatis, veados-campeiros e aves, como araras-canindé e curicacas. Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural! Os registros são inseridos em uma base de dados que reúne informações sobre a espécie, a localização, a data e o horário de cada ocorrência. Segundo os responsáveis pelo projeto, entre dez e 15 novas imagens podem ser adicionadas em um único dia. Foto: Patas do Cerrado Animais são encontrados até em áreas de lavoura O Patas do Cerrado começou em 2024, inicialmente em cinco unidades agrícolas. Desde então, foi ampliado para 25 fazendas do Grupo Bom Jesus. Os encontros com animais silvestres não acontecem apenas em áreas de vegetação nativa. Os registros também incluem lavouras, estradas internas, sedes das propriedades e outros locais percorridos diariamente pelos trabalhadores. Segundo a engenheira e coordenadora ambiental do grupo, Jéssica Carvalho da Silva, a coleta dessas informações contribui para ampliar o conhecimento sobre a fauna presente nas propriedades. Foto: Patas do Cerrado “O projeto nos ajuda a conhecer melhor a fauna presente nas nossas unidades e, principalmente, a aproximar os colaboradores desse tema”, conta. As onças-pintadas e os lobos-guará estão entre as espécies que mais chamam a atenção dos participantes. Um dos trabalhadores envolvidos na iniciativa é o coordenador técnico Silmar Andrey Coronel Domanski, de 30 anos. Em uma das ocasiões, ele teria observado um tatu cavando um buraco com mais que o dobro do próprio tamanho no meio de uma estrada. “O animal saiu do buraco para dar uma espiada e logo voltou”, relata. Foto: Patas do Cerrado Segundo Silmar, a participação no projeto também estimulou uma observação mais atenta dos animais encontrados nas propriedades, inclusive nas proximidades das áreas produtivas. Fazenda em Mato Grosso soma mais de 400 registros Entre as propriedades participantes, a Fazenda Córrego Fundo, localizada em Água Boa (MT), contabiliza 403 registros de fauna. De acordo com os responsáveis pela iniciativa, o número reflete a participação dos trabalhadores no levantamento e não significa, necessariamente, que a propriedade tenha maior biodiversidade em comparação às demais unidades. Foto: Patas do Cerrado O projeto também prevê orientações sobre o comportamento adequado diante de animais silvestres. Os trabalhadores são instruídos a manter distância, realizar registros fotográficos em segurança e evitar qualquer interferência no deslocamento ou no comportamento das espécies. A proposta é utilizar os encontros como oportunidades de educação ambiental, além de reunir informações sobre a presença de animais nas propriedades agrícolas. Foto: Patas do Cerrado Registros podem contribuir para pesquisas científicas As informações coletadas pelo Patas do Cerrado também poderão ser utilizadas em estudos sobre a fauna da região. O Grupo Bom Jesus avalia possíveis parcerias com universidades e instituições de pesquisa para analisar os dados, especialmente em locais ou entre espécies com maior concentração de registros. O post Antas, lobos-guará e onças surpreendem trabalhadores em fazendas apareceu primeiro em Canal Rural.
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