Matt Hougan, CIO da Bitwise, declarou à CryptoSlate que as últimas regras da SEC para o setor de criptoativos abrem apenas 'algumas das milhões de portas' de Wall Street, desmistificando a ideia de um desbloqueio repentino e massivo. O mecanismo econômico por trás dessa visão é a natureza incremental da aceitação regulatória, que lentamente reduz o risco percebido para o capital institucional, incentivando alocações graduais em produtos como ETFs spot de Bitcoin. Consequentemente, ativos como BTC e ETH, juntamente com ETFs como IBIT e BITB, devem experimentar um fluxo constante, mas não explosivo, de capital. Para o investidor brasileiro, este cenário reforça a tese de longo prazo para a classe de ativos digitais, embora sem a expectativa de um 'bull run' súbito impulsionado por Wall Street. Um paralelo histórico pode ser traçado com a introdução do ETF de ouro GLD em 2004, que levou anos para ser amplamente adotado por investidores institucionais, com o AUM crescendo de zero para mais de US$ 20 bilhões em 5 anos. O próximo gatilho a monitorar são as futuras decisões da SEC sobre outros produtos de criptoativos, como ETFs de Ethereum. No horizonte de médio prazo, a visão é de uma integração contínua, porém lenta, dos criptoativos no mainstream financeiro.
Nos próximos 3-6 meses, o mercado cripto deve manter uma tendência de alta gradual impulsionada por fluxos de ETFs, com o BTC buscando a resistência de $80,000. O principal gatilho para uma aceleração mais forte seria uma nova rodada de aprovações regulatórias da SEC para outros criptoativos, especialmente Ethereum, ou um corte de juros do Fed no final de 2026, o que injetaria liquidez no mercado.
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