A companhia de educação Ânima divulgou que, no 3º trimestre, apurou lucro líquido atribuível aos acionistas controladores de R$ 88,7 milhões, representando crescimento de 142,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado pelo aumento do Ebitda, que registrou alta de 12,4% para R$ 420,7 milhões, e pela redução das amortizações de intangíveis de aquisições e do resultado financeiro líquido. A empresa contabilizou itens não recorrentes de R$ 4,7 milhões, classificados como reestruturação e verbas rescisórias, incluindo multas em rescisões de contratos. A receita líquida cresceu 7,9% para R$ 1,1 bilhão entre julho e setembro. Em setembro, a Ânima reportou 336,4 mil alunos, queda de 7% em relação ao mesmo período de 2025, atribuída à redução de cursos presenciais e a distância, enquanto a graduação de medicina cresceu 0,4%. No trimestre, a companhia também anunciou a recompra da FMU, que está em recuperação judicial, por R$ 410 milhões.
A decisão de continuar ou reduzir a política de recompra de ações, bem como a evolução das matrículas nos próximos trimestres, definirão se o crescimento de lucro se sustenta. A divulgação do próximo relatório trimestral, em 2027-02-05, será crucial para confirmar a trajetória de receita e a gestão de custos.
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