O presidente Erdogan confirmou a participação da Turquia na cúpula SCO+, expressando o desejo de Ancara de diversificar suas oportunidades econômicas, políticas e estratégicas. Esta postura de equilíbrio visa expandir as relações com o bloco oriental enquanto tenta preservar os laços com o Ocidente, gerando complexidade geopolítica. A reorientação potencial pode levar a uma reavaliação dos fluxos de investimento e acordos comerciais, afetando diretamente a lira turca e as ações locais. Para investidores brasileiros, o impacto é indireto, mas pode abrir portas para exportadores de commodities como a CSNA3, caso a Turquia redefina parceiros comerciais. A reação de potências ocidentais e membros da SCO será crucial para determinar a extensão das consequências. Historicamente, eventos como o Brexit em 2016 causaram desvalorização inicial da libra e incerteza econômica, com o Reino Unido buscando novos acordos comerciais. O próximo gatilho será a formalização de quaisquer acordos com a SCO e as declarações da OTAN ou da União Europeia. No médio prazo, o cenário dependerá da capacidade da Turquia de equilibrar essas relações sem sofrer retaliações significativas do Ocidente.
Nas próximas 4-8 semanas, espera-se alta volatilidade para a TRY e o TUR, que podem desvalorizar entre 5-10% se as tensões com o Ocidente aumentarem. O mercado monitorará de perto as declarações da OTAN e da UE, bem como quaisquer anúncios concretos sobre acordos com a SCO. Gatilhos de aceleração incluem novas sanções ocidentais ou a formalização de adesão da Turquia a estruturas militares da SCO.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real