O líder chinês Xi Jinping realizará sua segunda visita aos EUA para um encontro com Donald Trump nos próximos seis meses, com o especialista Qian prevendo estabilização nos mercados e na situação geopolítica. Encontros de alto nível entre as duas maiores economias podem reduzir a incerteza sobre políticas comerciais, tarifas e fluxos de capital, impactando a confiança do investidor e o prêmio de risco global. Para o investidor brasileiro, uma redução da tensão global pode diminuir a aversão ao risco, favorecendo o fluxo de capital para emergentes e valorizando o BRL frente ao USD, impactando o USDBRL. Governos e bancos centrais globais monitoram esses encontros para ajustar políticas comerciais e monetárias, buscando mitigar riscos de desglobalização. O encontro entre Trump e Xi em Buenos Aires em 2018, que resultou em uma trégua comercial temporária, levou a um alívio nos mercados, com o S&P 500 subindo aproximadamente 4% na semana seguinte. O foco se volta para as declarações conjuntas ou comunicados pós-reunião para avaliar a concretude dos acordos e a real perspectiva de estabilidade. No médio prazo, a sustentabilidade da estabilização dependerá da implementação de políticas e da ausência de novas tensões, com risco de reversão caso os acordos sejam superficiais.
Contudo, a sustentabilidade dependerá dos detalhes dos acordos, com o risco de reversão se as promessas forem superficiais. O próximo gatilho relevante será a divulgação do payroll dos EUA em 2026-10-02, que pode influenciar a percepção de risco global.
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