A recomendação de ETFs internacionais como uma compra inteligente para se proteger de um crash do mercado americano ignora a crescente interconectividade global, que tende a elevar a correlação entre mercados em momentos de estresse sistêmico. O mecanismo de diversificação geográfica, embora válido para choques idiossincráticos, falha em crises amplas, onde a liquidez global se contrai. Consequentemente, ativos em ETFs de mercados emergentes, como EWZ e EEM, podem ser penalizados por saídas de capital e um dólar mais forte. Paralelos históricos, como a crise financeira global de 2008 e a pandemia de 2020, demonstram que a maioria dos mercados globais tende a correlacionar-se fortemente em quedas acentuadas. O próximo gatilho a monitorar é a evolução do DXY, pois um dólar robusto é um sinal claro de flight-to-quality global. No horizonte de médio prazo, a tese de descorrelação por ETFs internacionais pode se mostrar ilusória se o crash for de natureza sistêmica.
Em um cenário de crash de mercado sistêmico, a eficácia de ETFs internacionais como refúgio é superestimada. Espera-se que a correlação global aumente nos próximos 3-6 meses, com investidores buscando a segurança de ativos tradicionais como ouro (GLD, $4187.30 hoje) e títulos do Tesouro dos EUA (TLT, $85.51 hoje). O DXY ($100.86 hoje) será um indicador crucial, com uma alta sustentada indicando forte aversão a risco e pressão sobre mercados emergentes.
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