O CPI da China registrou recuo em julho, indicando uma persistente fraqueza na demanda do consumidor e pressões deflacionárias na segunda maior economia do mundo. Simultaneamente, a deflação no setor industrial desacelerou, sugerindo que o ritmo de queda dos preços ao produtor pode estar diminuindo, embora ainda em território negativo. Este cenário macroeconômico na China tende a impactar negativamente ativos globais dependentes da demanda chinesa por commodities e bens de consumo, como VALE3 e PETR4. A expectativa é de que o Banco Popular da China (PBOC) e o governo implementem novas medidas de estímulo monetário e fiscal para impulsionar a atividade econômica. Historicamente, períodos de deflação prolongada, como o Japão nas 'décadas perdidas' dos anos 1990, resultaram em baixo crescimento e desvalorização de ativos. Os próximos dados sobre produção industrial e vendas no varejo na China serão cruciais para monitorar a eficácia de eventuais estímulos e a trajetória da demanda. No médio prazo, a capacidade da China de reverter as pressões deflacionárias será determinante para o crescimento global.
Nas próximas 4-6 semanas, espera-se que Pequim intensifique os anúncios de estímulos para combater as pressões deflacionárias. Se os pacotes forem robustos, poderemos ver uma estabilização nos preços de commodities e uma recuperação em ativos chineses como BABA. Contudo, se os dados de consumo e produção continuarem fracos, a pressão negativa sobre VALE3 e PETR4 deve persistir. O gatilho principal será a magnitude e a eficácia das políticas de estímulo chinesas.
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