A linha invisível que virou o m2 mais disputado do Itaim

Quem compra um apartamento de alto padrão em São Paulo compra, quase sempre, uma vista provisória. O terreno vago do outro lado da rua, o galpão de um pavimento, a casa antiga com potencial construtivo, todos são, na prática, uma torre futura. O comprador paga hoje por um horizonte que o próprio ciclo imobiliário se encarrega de fechar em cinco ou dez anos. É uma das assimetrias menos discutidas do mercado residencial da cidade. Existe, no entanto, uma exceção geográfica. São Paulo tem uma linha

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