Após a B3 ampliar duas vezes o limite diário de queda do Ibovespa futuro, primeiro para 15% e depois para 20%, o índice chegou a recuar 19,85% nesta segunda-feira. Os investidores liquidam posições compradas após a virada surpreendente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para seu quarto mandato presidencial. Nesse contexto, a expectativa é de que as perdas na bolsa brasileira levem ao acionamento do “circuit breaker”, mecanismo que interrompe as negociações após quedas expressivas. Por volta das 9h40, o Ibovespa futuro tombava 19,80%, aos 167.055 pontos. No mesmo horário, o futuro do S&P 500 ganhava 0,40%, enquanto o Stoxx 600 subia 0,60%. No pré-mercado em Nova York, o EWZ, que replica as ações brasileiras, operava em queda de 27,57%. Os ADRs da Petrobras recuavam 23,84% e os da Vale cediam 3,22%. Lula conquistou 51,79% dos votos, ou 64,2 milhões, um salto de 10,3 milhões em relação ao primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 48,2%, ou 59,8 milhões de votos, um acréscimo de 3,7 milhões. O resultado impõe um duro revés às apostas da maioria dos bancos, que viam na alternância de poder a possibilidade de reformas expressivas na política fiscal. O J.P. Morgan espera que o “circuit breaker” seja acionado. A primeira interrupção ocorre por 30 minutos quando a queda do Ibovespa atinge 10%. Se o recuo chegar a 15%, há uma nova paralisação, de uma hora. Uma perda de 20% permite à B3 suspender as negociações pelo restante do dia
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