Aliados de Flávio minimizam Quaest e atribuem queda da rejeição de Lula a ‘bondades’

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) relativizaram o resultado da pesquisa Quaest divulgada hoje, que mostrou empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência da República, mas atribuem a queda da rejeição ao presidente Lula às medidas de apelo popular promovidas pelo governo na reta final da campanha. O levantamento apontou Flávio com 45% das intenções de voto e Lula, 44%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. No levantamento anterior, divulgado na semana passada, Flávio tinha 46% e Lula, 44%. O candidato do PL, portanto, oscilou um ponto para baixo, enquanto o petista manteve o mesmo percentual. Os dois se enfrentam no segundo turno da eleição presidencial no domingo (25). Parte dos aliados de Flávio ouvidos pelo Valor minimiza os números sob o argumento de que a última pesquisa do instituto antes do primeiro turno apontou um desempenho de Flávio inferior ao registrado nas urnas. Outros aliados avaliam que a margem estreita entre os candidatos deve servir de estímulo à mobilização nos últimos dias da disputa. Eles apontam otimismo e confiança na vitória de Flávio, mas defendem a manutenção das agendas de rua e mobilização dos eleitores para buscar votos, reduzir abstenções e atrair os indecisos. “Eu olho estas pesquisas vendo o lado positivo, ou seja, embora estejamos na frente, a margem pequena nos faz trabalhar mais para elegermos Flávio Bolsonaro”, afirmou um aliado. A leitura também é de que é preciso evitar “salto alto” de achar que a eleição está garantida. Como o Valor mostrou, nas semanas que sucederam o primeiro turno, o clima de entusiasmo tomou conta da campanha bolsonarista e por um momento, inclusive, articuladores já negociavam espaços na Esplanada e no Congresso Nacional, embora publicamente o discurso fosse de que ainda há uma eleição a ser ganha. A redução da rejeição ao presidente Lula também chamou a atenção de aliados do candidato do PL, que atribuem o movimento ao “pacote de bondades” do governo Lula. O percentual daqueles que rejeitam o petista recuou de 53% para 47% em uma semana. Enquanto isso, a rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL) oscilou de 54% para 52% em igual período. No levantamento anterior, divulgado dia 14, os dois candidatos eram rejeitados pela maior parte dos eleitores: Flávio por 54% e Lula por 53%. Os dados de hoje mostram que a rejeição ao presidente Lula caiu seis pontos percentuais desde então, para os atuais 47%. Já o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro oscilou dois pontos para baixo, dentro da margem de erro. Na leitura de aliados de Flávio, a curva de redução da rejeição de Lula é atribuída a medidas populares lançadas pelo governo nas últimas semanas, como a aprovação no Congresso Nacional do fim da escala 6x1, o aumento do limite do MEI e perdão da dívida de microempreendedores, o anúncio sobre a proposta de tarifa zero de ônibus aos fins de semana e a antecipação do Bolsa Família. “Muita bondade”, disse um aliado. “Vamos ver quem vai pagar a conta”, completou.

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