O VIX Brasil (S&P/B3 Ibovespa VIX) atingiu e superou 33 pontos, marcando um novo recorde histórico desde sua criação em março de 2024. Este pico foi observado na sexta-feira, 2 de outubro de 2026, a apenas dois dias do primeiro turno das eleições presidenciais. A alta do 'termômetro do medo' da B3 é atribuída à percepção de uma disputa presidencial mais acirrada da história, elevando a incerteza no mercado brasileiro. Tal mecanismo econômico reflete uma maior expectativa de volatilidade para o Ibovespa nos próximos 30 dias, o que leva os investidores a demandarem um prêmio de risco mais elevado para manter ou aportar capital em ativos do país. Empresas brasileiras listadas na B3, especialmente as mais sensíveis ao cenário macroeconômico como bancos, varejistas e construtoras, são diretamente afetadas pela redução do apetite por risco. Para o pequeno investidor, isso se traduz em maior flutuação no valor de suas ações e fundos de ações, além de potencial impacto no câmbio e nas taxas de juros futuras, que podem encarecer o crédito e bens importados. Períodos eleitorais anteriores no Brasil, como os de 2014 e 2018, também foram marcados por aumento da volatilidade dos mercados acionários antes da definição dos resultados. O desfecho do primeiro turno das eleições e a clareza sobre a futura política econômica serão cruciais para a redefinição da percepção de risco.
O desfecho do primeiro turno das eleições, que ocorre em breve, será o principal catalisador para a redefinição da percepção de risco no mercado brasileiro. A eventual necessidade de um segundo turno e as propostas econômicas do candidato vencedor definirão a trajetória da volatilidade e do apetite por risco. Acompanhar os pronunciamentos dos candidatos eleitos e a formação de suas equipes econômicas será crucial.
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