A Edenor registrou uma acentuada queda de 75% em seus lucros, contudo, a avaliação sugere que este dado é enganoso e não reflete o valor real da companhia. O mecanismo econômico por trás disso reside na expectativa de reajustes tarifários e reformas regulatórias no setor de utilities argentino, que ainda não estão incorporados nos preços de mercado. Isso implica que ativos como EDN e MGS podem apresentar um upside significativo, caso essas reformas se concretizem e o valuation seja corrigido. Investidores brasileiros com apetite a risco podem buscar exposição via ADRs ou ETFs com foco em mercados emergentes, embora com cautela. Um paralelo histórico pode ser traçado com as privatizações na Argentina nos anos 90, onde empresas de infraestrutura viram valorizações expressivas pós-reformas. O próximo gatilho a monitorar será a divulgação de novos marcos regulatórios ou resultados do próximo trimestre que reflitam uma reavaliação. No médio prazo, as utilities argentinas podem se beneficiar de um ambiente macroeconômico mais estável e previsível, impulsionando seus valuations.
Nos próximos 3-6 meses, se as reformas regulatórias e a estabilização macroeconômica na Argentina avançarem conforme o esperado, EDN e MGS podem testar níveis de preço 20-30% acima dos atuais, com o ARGT acompanhando em menor magnitude. O principal gatilho será a aprovação e implementação de novos marcos regulatórios para o setor de utilities ou a divulgação de balanços do 4T26 que reflitam uma melhora na rentabilidade ajustada.
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