Essa disparidade de valuation reflete a avaliação do mercado sobre o potencial de crescimento futuro de cada empresa, incluindo a força de seus pipelines de pesquisa e desenvolvimento de novas terapias além das vacinas COVID-19. O capital é direcionado para a empresa com percepção de maior inovação e capacidade de gerar fluxos de caixa futuros e sustentáveis. Historicamente, empresas de biotecnologia com valuations inflacionados por um único produto (como a Gilead com Sovaldi em 2014) tendem a enfrentar pressões de mercado à medida que a receita do produto amadurece e o pipeline subsequente não se materializa. Os próximos resultados trimestrais de ambas as empresas, com foco nos dados de vendas de produtos existentes e atualizações sobre o progresso de seus pipelines clínicos, serão importantes gatilhos. O desfecho dependerá da capacidade da Moderna em diversificar sua receita para além da vacina COVID-19 e da BioNTech em demonstrar um pipeline robusto que justifique seu valor.
A capacidade da Moderna e da BioNTech em demonstrar a viabilidade comercial e clínica de seus pipelines de P&D será crucial.
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