Na manhã de 31 de outubro de 2026, a Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP17) concluiu em Yerevan, Armênia, com a adoção de um mecanismo de financiamento denominado Fundo Cáli, que se baseia em dados de sequenciamento genético digital (DSI) de recursos naturais. O Fundo foi criado na COP16 na Colômbia e tem como objetivo que setores econômicos que lucram com a natureza paguem pela conservação. A decisão em Yerevan também estabeleceu salvaguardas para a emissão de certificados do Fundo e corrigiu a fórmula de alocação dos recursos, de modo que a distribuição reconheça a biodiversidade de cada país, favorecendo o Brasil, o país mais megadiverso do mundo. Além disso, foi aprovado um mecanismo de desembolso que permite que 50% dos recursos do Fundo sejam destinados a povos indígenas e comunidades tradicionais por meio do Estado, financiamento direto ou solução híbrida. Um grupo de trabalho foi criado para acompanhar o progresso até a COP18 em 2028.
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