Executivos projetam IA para inteligência estratégica em conselhos até 2035

Pesquisa exclusiva do Centro de Conhecimento Global C-level e Board da FIA Business School, em São Paulo, mostra que 83% dos executivos preveem que a inteligência artificial (IA) será mais valiosa na análise de cenários em conselhos de administração até 2035. Essa expectativa supera o apoio a normas de conformidade (46%) e a geração de pareceres automatizados (31%), conforme o levantamento finalizado em setembro com 80 executivos em duas rodadas. A maioria dos participantes (83%) ocupa posições de liderança em conselhos, com 97% tendo experiência ou contato profissional com IA e 71% possuindo pós-graduação ou superior. A professora Renata Spers, coordenadora do estudo, explicou que o potencial da IA reside na ampliação da inteligência estratégica, identificação de tendências e antecipação de riscos, sem substituir o julgamento humano. Segundo a pesquisa, 51% dos executivos defendem a supervisão parcial da IA e 37% indicam uma autonomia auditável da ferramenta, reforçando a prioridade do julgamento humano em decisões estratégicas e éticas. Entre os riscos da IA para os negócios, 69% dos gestores destacam o uso antiético dos modelos de linguagem, seguido por viés algorítmico (63%) e vulnerabilidades cibernéticas (46%).

Análise

A evolução da governança e das regulamentações sobre o uso ético da IA, bem como a efetiva incorporação da tecnologia nos processos de planejamento estratégico das empresas, definirão o desfecho das projeções. Acompanhar a divulgação do próximo resultado financeiro de IA em 2026-12-17 pode oferecer insights sobre a performance do setor.

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