O ouro ($4397.20) opera próximo às máximas de sete semanas, refletindo a crescente incerteza geopolítica no Irã e as especulações sobre as próximas decisões do Federal Reserve. A demanda por ativos de refúgio se intensifica, com o metal amarelo funcionando como um hedge contra a volatilidade do mercado e a potencial desvalorização de moedas. Este movimento beneficia ETFs de ouro como GLD e mineradoras de grande porte como NEM e GOLD. No Brasil, o ETF GOLD11 também se valoriza, enquanto a volatilidade do DXY (99.72) pode influenciar o USDBRL em cenários de aversão a risco. Em 2011, durante a crise da dívida europeia, o ouro subiu cerca de 15% em três meses, demonstrando sua função de porto seguro. Os próximos dados de inflação (CPI/PCE) e as comunicações do Fed serão cruciais para a trajetória dos juros e o sentimento de risco. No médio prazo, o ouro deve manter o suporte em $4300-4350, com potencial para testar $4450-4500 se as tensões escalarem ou o Fed sinalizar uma política mais dovish.
Nas próximas 2-4 semanas, o ouro (cotado a $4397.20) deve consolidar acima de $4350, com potencial de alta para $4450-4500 se as incertezas geopolíticas persistirem ou se o Fed adotar um tom mais dovish. O principal gatilho de alta seria uma escalada no Oriente Médio ou a divulgação de dados de CPI/PCE que justifiquem um corte de juros.
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