Ibovespa opera em leve alta com foco em inflação e acordo em Ormuz

O Ibovespa iniciou a semana com uma leve alta de 0,12%, atingindo 172.726,91 pontos, impulsionado por um acordo em Ormuz que acalmou as tensões geopolíticas. O mercado agora direciona seu foco para a divulgação de importantes dados de inflação no Brasil e nos EUA, que podem influenciar as decisões de política monetária. A desescalada no Estreito de Ormuz tende a reduzir o prêmio de risco sobre o petróleo, beneficiando empresas aéreas como UAL e AZUL4, enquanto pressiona produtoras como XOM e CVX. No Brasil, o cenário eleitoral adiciona uma camada de incerteza, mantendo investidores em modo de 'wait-and-see' para ativos locais. Historicamente, acordos geopolíticos em regiões críticas costumam desinflar rapidamente os preços de commodities, como visto em 2019, quando o Brent reverteu parte de uma alta de 15% após ataques no Golfo. Os próximos dias serão cruciais para a precificação de ativos, com a divulgação do IPCA e CPI no radar. No médio prazo, a interação entre inflação e política eleitoral determinará a trajetória dos juros e o fluxo de capital para o Brasil.

Análise

Nas próximas 1-2 semanas, a atenção se dividirá entre a divulgação dos dados de inflação no Brasil e EUA e os desdobramentos do cenário eleitoral. Se a inflação surpreender para baixo, pode haver um rally em ativos de risco. Caso contrário, a cautela prevalecerá. O acordo em Ormuz deve manter a pressão de baixa sobre o petróleo (Brent, hoje pode testar $80-82) e ouro (hoje pode recuar para $4300-4350), enquanto favorece o transporte e as ações globais.

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