O Bitcoin (BTC) registrou uma valorização significativa, alcançando US$69.297,60 durante as negociações na Ásia, marcando seu ponto mais alto em 10 dias. Este avanço é atribuído principalmente à retomada do fluxo comprador em ETFs de Bitcoin à vista, que captaram aproximadamente US$490 milhões nas últimas duas sessões, conforme analistas da Bitfinex. O mecanismo por trás dessa recuperação é a entrada de capital institucional, que supera a pressão de venda e fortalece a demanda pelo ativo. Consequentemente, ativos como ETH e ações de empresas expostas ao setor, como MSTR e COIN, tendem a reagir positivamente. Para o investidor brasileiro, ETFs locais como HASH11 e BITH11 podem espelhar o movimento de alta, enquanto o BRL pode sofrer pressão de desvalorização se o capital buscar ativos de risco no exterior. Historicamente, movimentos semelhantes de influxo em ETFs após períodos de lateralização em 2024 impulsionaram o BTC a novos picos. O próximo gatilho a monitorar são os dados contínuos de fluxo dos ETFs e as próximas decisões de juros do FOMC, que podem influenciar o apetite por risco. No médio prazo, a sustentação desses fluxos é crucial para que o BTC teste resistências mais elevadas, potencialmente acima de US$70.000.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que o Bitcoin teste a resistência de US$70.000-72.000, impulsionado pela continuidade dos inflows em ETFs. O gatilho para uma aceleração mais forte seria a superação consistente de US$70.000 e um posicionamento mais dovish do Fed na reunião de setembro. Abaixo de US$67.000, indicaria perda de momentum e possível retest de suportes anteriores.
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