A Medida Provisória (MP) 1.363/2026, que estabeleceu uma subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel a refinarias nacionais e importadores, expirará neste sábado, 24 de setembro de 2026. A incerteza quanto a uma medida substituta ou a ausência dela pressiona os custos operacionais de transporte e logística, podendo ser repassada aos preços finais e impactar a inflação. Para o investidor brasileiro, a medida pode elevar a percepção de risco inflacionário, impactando o câmbio BRL/USD e a curva de juros DI, além de pressionar o Ibovespa via setores sensíveis. Em 2018, a greve dos caminhoneiros no Brasil, motivada por aumentos no diesel, resultou em paralisação econômica e levou o governo a intervir com subsídios, mostrando a sensibilidade do setor. O próximo gatilho será a comunicação oficial do governo antes ou imediatamente após o sábado, detalhando (ou não) as novas políticas para o diesel. No médio prazo, a ausência de subvenção pode levar a uma volatilidade maior nos preços do diesel, com empresas buscando otimizar cadeias de suprimentos ou repassar custos, impactando a competitividade e a inflação estrutural.
Nas próximas 1-2 semanas, espera-se que o governo se manifeste sobre a expiração da MP. A ausência de clareza imediata pode levar a um aumento de 5-10% nos preços do diesel nas bombas, gerando pressão sobre os custos de transporte e impactando a inflação no IPCA em 0.1-0.2pp. Caso haja aumento de preços, espera-se uma reação negativa inicial em ações dos setores de logística, agronegócio e varejo.
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