Citi Research observou que, historicamente, as ações japonesas e britânicas apresentam retornos relativos entre 2% e 3% em média após a primeira elevação da taxa de juros pelo Federal Reserve em um ciclo de aperto. Este padrão sugere uma rotação de capital de mercados mais sensíveis à política monetária dos EUA para regiões com valuations potencialmente mais atrativos ou menor correlação direta com o ciclo de juros americano. Para o investidor brasileiro, a busca por diversificação global pode levar a alocações em ativos internacionais, impactando o fluxo de câmbio (DXY) e, indiretamente, o USDBRL. Bancos centrais fora dos EUA, como o BoJ e o BoE, podem ver suas políticas monetárias ganhar mais destaque, especialmente se a força relativa de suas economias se mantiver. Um paralelo histórico pode ser observado em ciclos de aperto anteriores, onde mercados internacionais mostraram resiliência relativa. O próximo gatilho a monitorar é a comunicação do Federal Reserve sobre futuras elevações de juros, que pode reforçar ou alterar essa dinâmica. No médio prazo, essa dinâmica pode persistir em ciclos de alta de juros, com investidores buscando retornos alfa em mercados menos correlacionados.
O gatilho principal será a próxima comunicação do FOMC (2026-09-16) sobre a trajetória das taxas.
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