O ministro Durigan anunciou que o Executivo pode criar uma linha de crédito destinada a empresas afetadas pela aprovação da PEC que elimina a jornada 6x1, reduzindo a carga horária semanal. Essa iniciativa tem como foco oferecer recursos financeiros para que as companhias invistam em capacitação, inovação e ganhos de produtividade, mitigando o aumento de custos trabalhistas. O mecanismo econômico consiste em reduzir o custo de financiamento e melhorar a liquidez das empresas, permitindo que absorvam o impacto salarial sem comprometer investimentos. Empresas intensivas em mão‑de‑obra, como varejistas e serviços, são as mais expostas e podem se beneficiar diretamente ao captar recursos a juros subsidiados. O crédito pode ser canalizado por bancos públicos ou pelo BNDES, chegando ao mercado brasileiro por meio de linhas de empréstimo específicas. A notícia cita reações de associações empresariais que pedem rapidez na liberação dos recursos, mas também alerta para possíveis limitações orçamentárias. Um paralelo histórico pode ser traçado com a reforma trabalhista de 2017, que gerou aumento de produtividade de cerca de 1,5 % nas empresas do setor de serviços, segundo dados do IBGE. O desfecho dependerá da publicação do decreto regulatório da linha de crédito, prevista para as próximas semanas, e da efetiva alocação dos recursos entre as empresas elegíveis.
O desfecho será definido pela publicação do decreto regulatório da linha de crédito, prevista para outubro de 2026, e pela alocação efetiva dos recursos entre as empresas elegíveis.
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