O Canadá, através de Carney, confirmou que retaliará as tarifas dos EUA a partir de 8 de setembro, após os Estados Unidos imporem tarifas de 50% sobre aproximadamente US$20 bilhões em bens canadenses. Esta escalada da guerra comercial entre duas economias profundamente interligadas aumentará os custos de importação e exportação, perturbando gravemente as cadeias de suprimentos. Consequentemente, haverá pressão sobre o dólar canadense e impacto negativo em empresas de logística global como MAERSK.CO e ZIM, bem como em industriais como CAT. Para o investidor brasileiro, o USDBRL ($5.1366 hoje) tende a valorizar devido à aversão global ao risco, encarecendo importações e dívidas em moeda estrangeira. A guerra comercial EUA-China de 2018-2019 serve de paralelo, resultando em quedas significativas no volume de comércio bilateral e afetando o crescimento do PIB global em ~0.2-0.3%. O próximo gatilho crucial será a divulgação da lista de produtos-alvo das tarifas canadenses e a sua efetiva implementação em 8 de setembro. No médio prazo (3-6 meses), a persistência desta disputa pode levar a uma desaceleração econômica regional e impactar as projeções de lucros de empresas com forte presença em ambos os países.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se um aumento da volatilidade no dólar canadense e pressão sobre as ações de empresas com forte exposição ao comércio EUA-Canadá. O gatilho principal será a divulgação dos bens-alvo das tarifas canadenses e a sua implementação em 8 de setembro. No médio prazo (3-6 meses), se as tarifas persistirem, é provável que haja revisões para baixo nas projeções de lucros corporativos e uma desaceleração modesta no crescimento econômico da América do Norte.
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