As exportações de petróleo bruto dos principais produtores do Oriente Médio, incluindo Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, recuperaram para 12,8 milhões de barris por dia em setembro, segundo dados da Kpler divulgados nesta segunda-feira (28). Este volume representa o maior nível desde o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã em fevereiro. O aumento da oferta de petróleo no mercado global tende a aliviar as pressões de preço, impactando diretamente os contratos futuros de Brent e WTI e, por extensão, a receita de empresas produtoras. Para o investidor brasileiro, a queda nos preços do petróleo pode reduzir a receita da PETR4 e influenciar positivamente a inflação e o câmbio (USDBRL), com menor pressão sobre o real. Historicamente, o aumento da oferta do Oriente Médio, como visto durante a estabilização pós-Guerra do Golfo em 1991, levou a quedas de preço de ~20-30% em 3-6 meses. O próximo ponto a monitorar são os dados de estoques de petróleo semanais e as decisões da OPEP+ sobre cotas de produção, que podem confirmar ou reverter essa tendência de oferta. No médio prazo, se a capacidade de produção adicional for sustentada, o cenário indica um teto para os preços do petróleo, favorecendo economias importadoras e setores de transporte.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os preços do Brent e WTI continuem sob pressão descendente, potencialmente testando a faixa de $90-92/barril, especialmente se os próximos relatórios de estoques dos EUA mostrarem acúmulo. O principal gatilho para uma reversão seria uma escalada geopolítica significativa ou um corte surpresa de produção pela OPEP+.
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