O BTG Pactual reiterou sua recomendação de compra para as ações da Irani (RANI3) e manteve o preço‑alvo de R$ 14,00 para os próximos 12 meses. Na avaliação dos analistas Marcelo Arazi, Leonardo Correa e Rodrigo Gotardo, a recente correção das ações não encontra justificativa nos fundamentos da companhia. O banco destaca a resiliência operacional da fabricante de papel e embalagens, a expansão de participação de mercado e a capacidade consistente de geração de caixa. A avaliação ganhou força após os resultados do terceiro trimestre de 2026 (3º trimestre de 2026). A Irani reportou EBITDA ajustado de R$ 152 milhões, cifra 11% acima das estimativas do BTG, com crescimento de 15% na comparação trimestral e de 4% em relação ao mesmo período do ano passado. A margem EBITDA avançou 2,8 pontos percentuais em relação ao 2º trimestre, para 33,3%. O principal destaque foi a geração de fluxo de caixa livre (FCF), que alcançou R$ 88 milhões no período, representando um rendimento anualizado de 22% sobre o valor de mercado da companhia. A geração de caixa foi favorecida pelo EBITDA acima do esperado, investimentos menores do que o previsto e liberação de capital de giro, reduzindo a dívida líquida para R$ 1 bilhão e a alavancagem de 2,1 vezes para 1,9 vez a relação entre dívida líquida e EBITDA. O desempenho operacional contou com volumes consolidados de vendas de 79 mil toneladas, 3% acima das projeções do BTG, e embarques de papelão ondulado de 48 mil toneladas, superando em 8% as estimativas do banco e crescendo 12% na comparação anual. A Irani ampliou sua participação no mercado doméstico de papelão ondulado, de 3,8% no terceiro trimestre de 2025 para 4,3% no mesmo período deste ano. O BTG considera a companhia um dos nomes mais resilientes de sua cobertura, especialmente em um cenário de deterioração do ambiente macroeconômico brasileiro. As ações negociam a 4,8 vezes o valor da firma sobre o EBITDA estimado para 2027 (EV/EBITDA).
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