Um estudo da Moody's Ratings indica que juros elevados e desafios de refinanciamento continuarão a impactar a qualidade de crédito das empresas brasileiras até 2027. A agência projeta uma redução de 3,3% no lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) das companhias acompanhadas no próximo ano, sinalizando um cenário de menor capacidade de geração de caixa. Este mecanismo se traduz em maior custo de dívida e menor capacidade de pagamento, forçando as empresas a buscar alternativas. Historicamente, períodos de juros altos e crescimento econômico fraco, como o observado no Brasil entre 2015-2016, levaram a ondas de reestruturação de dívidas e desinvestimentos corporativos. O próximo gatilho será a divulgação dos resultados corporativos do próximo ano, que revelarão a materialização da queda do EBITDA. O desfecho dependerá da trajetória da Selic, da evolução do PIB e da capacidade das empresas em executar as vendas de ativos e reestruturações de dívida com sucesso.
O que definirá o desfecho será a trajetória da taxa Selic e o ritmo de crescimento do PIB brasileiro em 2027, dados que são revisados periodicamente pelo Banco Central e divulgados pelo IBGE. As divulgações trimestrais de resultados das empresas também serão cruciais para monitorar a evolução do EBITDA e as estratégias de redução de dívida.
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