Peter Schiff, conhecido crítico da moeda digital, defendeu o recente movimento de alta do Bitcoin, afirmando que ele reflete uma perda de credibilidade do Federal Reserve e do Tesouro dos EUA. O mecanismo econômico subjacente é a busca por ativos escassos e descentralizados como reserva de valor, diante da percepção de políticas monetárias e fiscais expansionistas que erodem o poder de compra do dólar. Consequentemente, ativos como BTC e empresas com grande exposição a ele, como MSTR e COIN, podem se beneficiar. Para o investidor brasileiro, este cenário global de desconfiança no fiat pode indiretamente elevar o prêmio de risco em ativos denominados em dólar, enquanto fortalece a tese de diversificação em ativos digitais. Historicamente, períodos de alta inflação e desvalorização do dólar, como os anos 1970, viram o ouro valorizar significativamente, um paralelo que agora se estende ao Bitcoin. O próximo gatilho a monitorar são os anúncios do Fed e os dados de inflação, que podem reforçar ou mitigar essa narrativa. No médio prazo, a persistência de políticas monetárias expansionistas pode solidificar o papel do Bitcoin como um ativo macro relevante.
O Bitcoin ($76,840) pode testar a resistência de $80k-82k nas próximas 2-4 semanas, impulsionado pela narrativa de desconfiança no Fed. Um possível corte de juros pelo Fed na reunião de setembro (2026-09-16) pode acelerar esse movimento, enquanto dados de inflação abaixo do esperado podem mitigar a tese de credibilidade perdida.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real