Juros futuros brasileiros iniciaram a semana com leve alta, após uma sessão de alívio na sexta-feira, mesmo com a divulgação da pesquisa BTG/Nexus indicando empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro. A principal pressão advém da antecipação de sanções econômicas dos EUA ao Irã, o que eleva a percepção de risco geopolítico e o potencial de alta nos preços do petróleo, impactando as expectativas inflacionárias globais e a curva de juros. O investidor brasileiro enfrenta um ambiente de maior volatilidade, com o USDBRL sob pressão de alta e o Ibovespa (BOVA11) reagindo à aversão a risco e à realocação de capital para ativos mais seguros ou dolarizados. Historicamente, episódios de sanções significativas a produtores de petróleo, como as impostas à Rússia em 2022, resultaram em picos de preços do Brent de ~US$120 e aumento da aversão a risco global. O próximo gatilho será o anúncio oficial das sanções dos EUA ao Irã e a reação dos mercados de petróleo, além de novas pesquisas eleitorais no Brasil, que podem redefinir o cenário político. No médio prazo, a persistência da incerteza geopolítica e doméstica pode manter os juros elevados, beneficiando o setor bancário (ITUB4, BBDC4) e a renda fixa, enquanto o cenário eleitoral permanecerá um fator determinante para a trajetória do real e da bolsa.
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