O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina encolheu 0,6% no segundo trimestre de 2026 em comparação com os três meses anteriores, representando a primeira contração econômica do país em dois anos. Economistas preveem uma segunda retração no terceiro trimestre, o que configuraria uma recessão técnica, caracterizada por dois trimestres consecutivos de queda do PIB. Esta desaceleração econômica severa ameaça diretamente os planos de reeleição de Milei para 2027, adicionando incerteza política ao cenário já desafiador. A contração impacta negativamente as receitas corporativas e aumenta o risco de crédito para empresas e bancos argentinos, desincentivando o investimento estrangeiro. Um paralelo histórico pode ser a recessão argentina de 2018-2019, que viu o PIB contrair mais de 5% anualmente, acompanhada por forte fuga de capitais e desvalorização cambial. O próximo gatilho a monitorar será a divulgação dos dados do PIB do terceiro trimestre, que confirmará ou não a recessão técnica. No médio prazo, a continuidade da contração pode levar a maior instabilidade social e política, prolongando a pressão sobre os ativos locais.
Nas próximas 4-8 semanas, espera-se que os ativos argentinos continuem sob pressão vendedora, especialmente se os dados do PIB do 3º trimestre confirmarem a recessão técnica. Um gatilho para uma possível reversão (improvável no curto prazo) seria um anúncio de reformas econômicas com apoio político robusto ou sinais de desaceleração da inflação. O USDBRL pode testar a faixa de 5.20-5.25 se a aversão ao risco regional aumentar.
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