A Parthenon Capital Partners, ao negociar a extensão de seu controle sobre a Kroll Bond Rating Agency, buscou a implementação do 'super carry', um termo que designa uma participação desproporcionalmente maior nos lucros para os gestores de fundos de private equity. Esse mecanismo de compensação permite que os General Partners (GPs) recebam uma parcela significativamente maior dos lucros do fundo, geralmente após a superação de um limiar de retorno pré-estabelecido. A prática visa alinhar os incentivos dos gestores com a performance do fundo, incentivando a busca por retornos otimizados, o que pode impactar a rentabilidade das gestoras de ativos alternativos. Investidores institucionais brasileiros, que atuam como Limited Partners (LPs) em fundos de private equity globais, são expostos a essa dinâmica, o que pode influenciar suas decisões de alocação de capital e a negociação de termos de investimento. Historicamente, em cenários de alta demanda por performance e competição por capital, como o período pós-crise financeira de 2008, gestores de topo conseguiram negociar termos de carry mais vantajosos. A disseminação do 'super carry' e sua aceitação no mercado determinarão a continuidade dessa tendência, com o desfecho dependendo do equilíbrio entre a demanda dos LPs por retornos diferenciados e a capacidade dos GPs de entregar performance que justifique tal remuneração.
A evolução da adoção do 'super carry' e os relatórios de captação de fundos de private equity, divulgados trimestralmente pelas grandes gestoras, definirão a força dessa tendência.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real