Israel entrou em um período de negociações complexas após a confirmação de que a coalizão do primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu, do Likud, perdeu a maioria na Knesset, que exige ao menos 61 dos 120 assentos. Na eleição realizada na última terça‑feira, 27 de outubro, o bloco de Netanyahu ficou com 53 cadeiras, enquanto o principal bloco opositor liderado pelo general reformado Gadi Eisenkot obteve 48. Os partidos árabes, em resultado histórico, conquistaram 19 assentos, correspondendo a 20% da população do país. Netanyahu acusou, sem apresentar provas, interferência externa e descartou a possibilidade de aliança com partidos árabes. O presidente Isaac Herzog deve certificar os resultados na próxima quarta‑feira; caso não haja acordo de coalizão, uma nova eleição poderia ser convocada no início do próximo ano. Diversas figuras, como Yair Lapid, Noam Sohlberg e Dean Livne, comentaram sobre a gravidade das acusações e a necessidade de investigação.
A certificação dos resultados pela presidente Isaac Herzog em 2026-11-02 e a formação ou não de uma nova coalizão governamental determinarão a estabilidade política de Israel.
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