O Banco Central (BC) divulgou, nesta terça-feira (27), que os ativos problemáticos (APs) no crédito às famílias aumentaram, atingindo o maior nível desde 2012 na maioria das modalidades, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do primeiro semestre de 2026. O BC apontou que a inadimplência foi o principal fator desse crescimento. No primeiro semestre, o financiamento à economia real desacelerou, em linha com as condições financeiras mais restritivas e a moderação no crescimento econômico. A carteira de crédito bancário às pessoas físicas arrefecia, com desaceleração da carteira de maior risco e estabilidade no crescimento da carteira de menor risco. Os APs aumentaram em todas as modalidades para as famílias. O BC calculou que o aumento da inadimplência ocorreria mesmo sem a resolução que mudou o padrão de baixa a prejuízo em 2025. Até dezembro de 2024, a distribuição dos valores baixados permanecia relativamente estável na faixa de 301 a 360 dias de atraso; a partir de 2025, observa‑se deslocamento para faixas de atraso mais altas. O BC estimou que a taxa de inadimplência do SFN seria 0,78 p.p. inferior se os critérios de baixa vigentes até 2024 tivessem sido mantidos, representando aproximadamente 45% da elevação de 1,76 p.p. observada desde dezembro de 2024. O relatório destaca que cartões de crédito e crédito não consignado são os produtos mais relevantes na composição de compromissos de renda mais altos, especialmente entre pessoas que recebem até dois salários mínimos. O comprometimento de renda possui uma trajetória de alta, com maior participação de modalidades de crédito mais caras para tomadores de menor renda.
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