Fantasma turco ronda disputa entre Lula e o mercado

Uma semana depois do segundo turno das eleições, o governo brasileiro liderado por Lula parece disposto a testar os limites da paciência dos mercados, gerando temores de deterioração das condições financeiras. A comparação com a Turquia surge após a insistência do presidente turco Recep Tayyip Erdogan em reduzir juros, o que resultou em desancoragem cambial e inflação crescente. O economista André Lara Resende propõe, no debate interno, uma política que poderia elevar a inflação no curto prazo antes de alcançar equilíbrio, ideia que críticos consideram arriscada. O texto lembra o episódio de fim de 2024, quando o dólar chegou a R$ 6,30 e o Banco Central realizou intervenção recorde no câmbio, com a Selic precificada em 17% e dívida bruta em 76% do PIB. Atualmente, o mercado já incorpora uma Selic de 15,50% e projeções de inflação de 6% para o próximo ano, sinalizando risco de estagflação se nenhuma medida corretiva for adotada.

Análise

A decisão do Banco Central do Brasil sobre a taxa de juros em dezembro, seguida pelo relatório de inflação de janeiro, serão cruciais para confirmar se a política de juros mais baixos está sendo eficaz ou se o mercado precisará de ajustes adicionais.

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