O Irã advertiu que tomará medidas recíprocas se a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovar uma resolução contra Teerã, conforme declarado pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei. Baghaei criticou a postura dos estados europeus como "irracional", citando uma "guerra EUA-Irã" em andamento que afeta várias instalações nucleares iranianas. Essa escalada geopolítica no Oriente Médio, com a menção explícita de um conflito, aumenta o prêmio de risco para o fornecimento global de petróleo, impactando diretamente a oferta e a demanda de energia. Historicamente, a invasão do Kuwait em 1990 provocou um aumento de 150% no preço do petróleo e uma queda de 17% no S&P 500 em poucos meses. O principal gatilho a monitorar é a deliberação da AIEA sobre a resolução contra o Irã. No médio prazo, a persistência dessas tensões pode levar a uma reconfiguração das cadeias de suprimento de energia e um aumento substancial nos orçamentos de defesa globais.
Nas próximas 24-72 horas, o mercado deve reagir com volatilidade, impulsionando ativos de energia e defesa, e pressionando setores sensíveis aos custos de petróleo. No médio prazo (1-3 semanas), se a resolução da AIEA for adotada e o Irã escalar, o Brent ($96.28) pode testar $105-110, enquanto o ouro ($4476.60) pode buscar $4600-4700. O principal gatilho de aceleração ou reversão será a confirmação da ação da AIEA e a natureza da resposta iraniana.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real