O Bitcoin recuou após falhar em romper a resistência de US$85.000, com vendedores ativos impedindo um avanço significativo nos preços. A pressão vendedora, especialmente da oferta de holders de longo prazo, juntamente com o aumento dos rendimentos dos títulos dos EUA, criou um ambiente de aversão a risco, desviando capital de ativos sem rendimento e de maior risco. No Brasil, o sentimento global de aversão a risco pode levar à desvalorização do BRL e a pressões negativas no IBOV, com investidores buscando menor exposição a ativos de risco. Em 2021, o Bitcoin enfrentou resistência similar em US$60.000, quando rendimentos de títulos subiram, levando a uma correção de ~30% antes de um novo ciclo de alta. O próximo Payroll dos EUA em 2 de outubro de 2026 será crucial, pois dados de emprego podem influenciar as expectativas sobre a política monetária do Fed e a direção dos rendimentos. No médio prazo, a capacidade do Bitcoin de sustentar níveis acima de US$70.000 e a estabilização dos rendimentos dos títulos serão determinantes para um novo impulso de alta, ou uma consolidação prolongada.
Nas próximas 1-2 semanas, se os rendimentos dos títulos dos EUA continuarem a subir, o Bitcoin (atualmente em US$77k) pode testar o suporte de US$70.000, com potencial de queda para US$65.000. O Payroll de 2 de outubro de 2026 será um catalisador chave para a direção dos rendimentos e poderá definir o próximo movimento.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real