A Agência Internacional de Energia (IEA) revisou sua projeção de déficit global de petróleo para 1.8 milhões de barris por dia (bpd) neste trimestre, o dobro da estimativa anterior, após um período de seis dias de ganhos nos preços do petróleo. O mercado observa atentamente qualquer sinal de progresso na reabertura do Estreito de Ormuz e o restabelecimento dos fluxos de petróleo e gás pré-conflito. Essa pausa nos preços reflete a tensão entre a expectativa de aumento da oferta e o aperto fundamental no balanço global. June Goh, da Sparta Commodities, comentou sobre as dinâmicas voláteis do mercado. O aumento do déficit de oferta sugere um ambiente de preços mais altos para o petróleo bruto, beneficiando empresas de exploração e produção. Contudo, eleva os custos operacionais para setores intensivos em combustível, como companhias aéreas e transportadoras. Historicamente, a Crise Líbia de 2011, que removeu ~1.5 milhão de bpd do mercado, fez o Brent subir de ~$80 para ~$120/barril. O próximo relatório da IEA e as notícias sobre o Estreito de Ormuz serão cruciais para a direção de curto prazo, enquanto a visão de médio prazo aponta para pressão altista devido ao déficit persistente.
Nas próximas 24-72 horas, os preços do petróleo devem digerir a revisão da IEA, com o Brent ($88.86) buscando consolidar acima de $89. No horizonte de 1-4 semanas, a pressão altista deve persistir, com o Brent visando $92-$95, a menos que haja notícias concretas e rápidas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. O próximo gatilho importante será o novo relatório mensal da IEA ou qualquer desenvolvimento significativo nas negociações geopolíticas na região do Golfo.
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