A Organização das Nações Unidas (ONU) admitiu que o mundo não conseguirá mais manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C, conforme estabelecido no Acordo de Paris de 2015. A nova prioridade, segundo a ONU, é limitar o quanto esse teto será ultrapassado, antes das negociações climáticas da COP31 na Turquia. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) divulgou seu relatório anual sobre a lacuna de emissões, informando que os países precisarão reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO₂) em quase um quinto até o fim da década, em comparação com os níveis de 2025. O PNUMA projeta um cenário onde a temperatura global pode subir entre 1,7°C e 1,8°C acima dos níveis pré-industriais, retornando a 1,5°C apenas no fim do século. O relatório aponta que o aumento das emissões americanas, de 133 megatoneladas de CO₂, superou o de qualquer outro país, com a Turquia em segundo lugar com 24,4 megatoneladas. A diretora-executiva do PNUMA, Inger Andersen, e o secretário-geral da ONU, António Guterres, enfatizaram a necessidade de ação imediata, apesar do desafio. O conflito com o Irã e eleições em países como Brasil e França estão desviando a atenção da agenda climática.
O desfecho da situação climática e geopolítica dependerá das discussões e dos acordos (ou da falta deles) na COP31, que ocorrerá no próximo mês na Turquia. A evolução do conflito em curso com o Irã, que não tem data para terminar, e as declarações de líderes políticos sobre a prioridade da agenda climática, especialmente após eleições em países como Brasil e França, serão cruciais para definir os próximos passos globais.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real