Fernando Honorato, do Bradesco (BBDC4), e Diogo Guillen, do Itaú Unibanco (ITUB4), indicam que há espaço para cortes adicionais na taxa Selic, mas enfatizam que a sustentabilidade de uma taxa abaixo de 10% depende diretamente da disciplina fiscal do Brasil. A redução da Selic diminui o custo de captação para empresas e o custo do crédito ao consumidor, potencialmente aquecendo setores como varejo e imobiliário. Contudo, essa mesma queda tende a comprimir as margens de lucro dos grandes bancos como ITUB4 e BBDC4, que dependem do spread bancário em um ambiente de juros mais altos. Historicamente, ciclos de flexibilização monetária, como o de 2016-2018, foram mais eficazes e sustentáveis quando acompanhados por um ambiente fiscal favorável. O principal gatilho a monitorar é a próxima decisão do Copom em 2026-09-17, bem como os dados subsequentes sobre a trajetória da dívida pública e o balanço fiscal. No médio prazo, a Selic abaixo de 10% permanece um cenário incerto, fortemente condicionado à capacidade do governo de gerenciar suas contas públicas.
A decisão do Copom em 2026-09-17 será crucial, com expectativas de um corte de 25-50 bps. No curto prazo (1-4 semanas), se a sinalização do Copom for de cortes contínuos, as ações de consumo e imobiliárias podem ver um rali inicial. No médio prazo (1-3 meses), a sustentabilidade da Selic abaixo de 10% dependerá da concretização de uma política fiscal responsável. O principal gatilho para uma mudança de cenário será a divulgação dos próximos relatórios fiscais e a reação do governo a esses dados. Se o USDBRL ($5.1518) romper a resistência de R$5.20, pode indicar maior aversão a risco fiscal.
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