Após o primeiro turno das eleições, a bolsa de valores brasileira experimentou uma significativa valorização, um movimento que, segundo João Braga da Encore, tornou as ações mais baratas devido à subsequente queda nas taxas de juros. Esse mecanismo econômico se manifesta pela redução do custo de capital para as empresas e o aumento do valor presente de seus fluxos de caixa futuros, elevando a atratividade dos papéis. Setores sensíveis a juros, como varejo, construção civil e fundos imobiliários, são diretamente afetados por essa dinâmica. O impacto no investidor brasileiro se dá através da maior competitividade dos ativos de risco em BRL, como as ações listadas no Ibovespa, frente à renda fixa. Gestores, embora otimistas, alertam que a tese de fôlego adicional está condicionada à efetiva entrega fiscal por parte do governo. Um paralelo histórico pode ser traçado com o período de 2016 a 2018, quando a Selic caiu de 14.25% para 6.5%, impulsionando o Ibovespa em mais de 80%. O próximo gatilho a monitorar são os dados e anúncios relacionados à política fiscal. O desfecho da atual tese de investimento depende da capacidade do governo em equilibrar as contas públicas e sustentar um ambiente de juros mais baixos.
A sustentabilidade do movimento de valorização da bolsa brasileira será definida pela capacidade do governo de apresentar e implementar uma política fiscal crível, com os próximos relatórios de despesas e receitas, e a votação de reformas estruturais sendo cruciais para o desfecho.
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